Lá do alto da colina se via o sol raiar. Saiam apressados de casa, como se a cidade fosse fugir ou mudar de lugar.
- Vocês são parentes dela?
- Sim, somos avós.
- Encontramos ela na mata da entrada da cidade vizinha. Estava sólida, sem machucados, cortes, não havia sequer um arranhão. - Disse o delegado na sala amarela.
Na verdade, sua doença era interna. Se é que se pode chamar isso de doença...
- Quando ela saiu de casa?
- Betine nunca foi de sair assim. Sempre se mostrou uma garota diferente das outras, caseira, enfim. - Falou o senhor Shildreem.
- Assine isso daqui. Estamos investigando. Mais Fica difícil, vocês entendem? Sinto em dizer, mais no momento a única coisa que podem fazer é rezar para que logo ela esteja acordada. Só assim saberemos a verdadeira versão da história.
Eles já tinham investigado o local, conversado com algumas pessoas. Todavia, não obtiveram nenhuma noção lógica do que aconteceu ali. E era melhor assim. O papel deles então, ficaria só como manter a ordem da cidade, e nada mais.
Como de costume, Elisabeth e Juan tomavam seu chá em frente a lareira na sala de vidro. O inverno chegou. Chegou muito mais frio do que o passado.
O pior erro cometido naquela família, foi mudar de cidade. Mudar o habitat já acostumado por todos. Mas não, não foi culpa deles. Pensavam assim que a menina estaria livre lá. Só não desconfiavam que isso apenas aumentou sua vontade de descobrir o passado. Não que ela já não soubesse de tudo, sabia. Porém, junto de tudo essa descoberta, despertou seu lado "heróico" e junto com seu lado heróico, descobriu que podia retornar e refazer os momentos. Só não sabia que talvez não tivesse tanto tempo.
domingo, 26 de abril de 2009
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