quinta-feira, 23 de abril de 2009

A descoberta (continuação).

- Pronto.
- Procuramos por uma paciente, é nossa neta.
- Qual o nome, por favor?
- Betine Shildreem.
- Um minuto, ok. - E desapareceu no meio do corredor.
Realmente, em um minuto apareceu um médico tanto quanto confuso, vestido de branco com colete cinza desbotado e um cavanhaque estilo anos 80.
Ao entrarem na sala do doutor Roberto, logo já foi concluindo:
- Não posso afirmar nada a vocês, sem antes fazerem o reconhecimento do corpo. - Disse com tom agudo.
Minutos após a visita, identificaram Betine. Era ela mesma, permanecia do mesmo modo que eles a viram antes de seu sumiço.
- Ela apareceu aqui já faz uma semana. Está em coma, desde lá não acordou, com tudo, não corre risco algum.
Com reação de desespero, mais não te espanto, a senhora se pôs a chorar.
- O que esperávamos aconteceu.
- Sei que esse é um momento incomodo, mais a policia está na procura de parentes da garota. - E continuou - Não estamos acostumados a casos como esses aqui. Nossa cidade é sempre assim, parada.
- Já aguardavámos por isso. - E saíram andando.
Wall era uma cidade pacata, típico de interior, silenciosa, vazia. Ninguém ouvia, ninguém via. Mais também quem entrava, não saia. Aquela gente jamais estaria acostumada com isso. Principalmente quando um intruso chega assim do nada.

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